terça-feira, 29 de setembro de 2015

Sete anos!!

Sete sempre foi um número místico, para o bem ou para o mal. Sabe como é, "sete é conta de mentiroso", "pintamos o sete", é um "ciclo lunar e, portanto, um círculo completo", é um número auspicioso para os japoneses, há sete notas musicais, sete cores do arco-íris, sete maravilhas do mundo antigo... Enfim, vocês entenderam.

E nosso gatito está fazendo sete anos! <3 font="">Para nós, todo aniversário é mágico, pensamos "meodeos, como assim, já?!", mas a cada um é mais gostoso, porque conhecemos mais a fundo a personalidade dele, seus sonhos, seus anseios...

Dessa vez, eu disse a ele que não faria uma festa temática (casa de ferreiro, espeto de pau...), mas que poderia alugar uma cama elástica ou similar, e mesmo assim ele escolheu o mundo do faz-de-conta. Como sempre, não rolou bem como eu queria, inventei mil e uma coisas de última hora (mas esse ano, feito literalmente no último mês), mas a diferença agora foi que a opinião do Enzo contou mais que só na escolha do tema (LEGO!): ele deu ideias de convite, as cores, o varalzinho atrás da mesa do bolo, a decoração pintada por ele e a lista de convidados, claro.




A não novidade: choveu, mas desta vez o tempo todo. A novidade: a presença de coleguinhas da escola (5 convidados, compareceram 3), a tal da cama elástica, que a vovó Lau alugou como presente, e três comemorações (!), porque sempre rola uma comemoração a mais, pelo menos, por causa da escola; neste ano, também teve uma pizza hoje, bem no aniversário, com os dindos e as vovós, porque a festinha foi no sábado...









Ele curtiu tudo, apesar das ausências e da chuva, e isso que importa. As fotos falam tudo!

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Marcos da infância: janelinhas!

Esses dias estava relendo o blog e percebi que, em muitos posts, escrevo "ele está crescendo". Gente do céu, que coisa chata!! Mãe é bicho sem noção, queria que ele não crescesse nem amadurecesse? Quer escrever um blog que o acompanhe por anos sem que os assuntos mudem? (Mas bem que eu queria gravar um dele cantando de novo...)

Mas como é que a gente marca esse crescimento de forma menos subjetiva? Existem muitos marcos da infância, mas ao fazer uma pesquisa mega ultra rápida nos sites brasileiros, em geral aparecem os estágios de desenvolvimento dos bebês, ou até os 5 anos. Com sorte, inclui a vida escolar e pré-adolescente, ainda que assim, em um pacotão. Será que os pais deixam de ler sobre os filhos nessa fase, já que estão mais independentes; ou começam aqui a se preocupar só com nota, e esquecem do desenvolvimento dos outros aspectos? Ou, ainda, tem outros filhos e as preocupações ficam mais voltadas para os cuidados essenciais que os menores precisam?

Seja como for, há aqueles acontecimentos que lembram aos pais que essas vidinhas estão mudando de forma rápida e definitiva: a chegada dos dentes permanentes é um deles. Tem criança que ostenta suas janelinhas com orgulho, outras com vergonha; nosso chuchuzinho, tímido como é, pertence ao meio termo, quase na segunda categoria, e embora não esconda totalmente, também não sai mostrando por aí.

Foto que tirei prometendo que não ia mostrar para ninguém...



Em abril de 2014, ele veio me mostrar que o dente 'de cima' estava mole, e eu toda boba falei para todo mundo, só para descobrir que era uma reabsorção normal, e estava longe de cair. Na verdade, os que caem primeiro são os de baixo, e o Enzo seguiu a regra, em idade e posição. O primeiro dente que caiu (incisivo central inferior direito, ou para os íntimos) foi de forma divertida: brincando de guerra de travesseiro em um domingo (07/06/15) com o papai, sangue no travesseiro, procura na cama... Lá estava ele.



4 dias depois: o primeiro dente permanente já estava lá!




O segundo, vizinho da esquerda, foi mais divertido ainda, na quarta-feira seguinte (10/06/15): na natação, depois de um mergulho, percebeu que caiu, e fizeram até uma caça ao tesouro, sem sucesso, pois deve ter sido puxado pelo filtro.


A única coisa que nos surpreendeu é que esperávamos uma choradinha por causa do sangue, da mudança... Mas ele não fez nada disso.

É, ele está crescendo!! ;-) rsrs

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Marcos da infância: entrar para o primeiro ano!

Ou, pelo menos, era um marco antigamente, quando a Educação Infantil não era obrigatória, e a gente ia para a primeira série, e tinha de ter 7 anos (ou estar para fazer)... Hoje, não: a molecada vai à escola desde os 4 meses - ou 1 ano depois, como o Enzo - ou no máximo até os 4 anos, conforme a uma emenda constitucional 59 de 2009. Acho ótimo, e por experiência acredito que isso fez muito bem para ele! Foram saltos no desenvolvimento, o despertar do interesse em aprender sobre tudo, convívio com outras crianças... E, consequentemente, muito assunto para tratar com ele, e para nós aprendermos!


A profª Andreza é de ouro!



Tivemos a oportunidade de conhecer três realidades diferentes: o C.E. Aquarela, o CEB e o Colégio CriativoEsse fim da primeira fase do Enzo aconteceu no Criativo, escola que escolhi por causa da proposta pedagógica, antes mesmo de ir trabalhar lá: reza a lenda que é baseado em interação social e valorização do contexto histórico-cultural dos alunos.
Acho que uma coisa que aprendi com as mudanças foi: a estrutura física e as políticas da escola são importantes, mas no fim das contas, o que conta para os pequeninhos é o material humano, isto é, o contato com @ professor@. (Coloquei "@" só para ser politicamente correta porque, em sala, como pedagogas, sempre houve mulheres profissionais.)


 Mas uma coisa que não dá para negar é que cada evento deles é pensado em detalhe, para se tornar uma lembrança para ser comentada por anos. Imagine, então, uma formatura baseada em um tema que foi estudado desde o início do ano, construindo significados para os 'formandos', e matando os papais de emoção... Quem nunca leu a famosa frase "O essencial é invisível aos olhos" ou "Tu te tornas eternamente responsável por tudo aquilo que cativas", que atire a primeira rosa ;-)



A cerimônia foi no sítio da escola, mas olhando as fotos ninguém diria... Teve estúdio de fotos na entrada, muitas rosas vermelhas na decoração, uma entrada dos modeletes mais lindos do mundo, fazendo pose e tudo, com fundo de caricatura desenhada por um colega, para lembrarmos que eles conseguem!

No ano anterior, trabalhei na formatura das outras turminhas e quase chorei de emoção... Agora, o Enzo cantando, de touca de raposa, aquela musica que ele vinha ensaiando em casa há tempos, e que depois até copiou em um bloquinho para não esquecer S2

Uma palavra tão linda, há muito esquecida, se fez
Contendo sete letrinhas que, quando juntinhas, se lê: cativar.
Cativar é amar, e também partilhar
um pouquinho da dor que alguém tem de levar

Falando em cantoria, além das outras turmas, teve até uma surpresa para os papais, o coral dos alunos cantando que "traziam a rosa para nos dar, te amo", hehe. Nosso menino leitor de ouro foi orador, de surpresa,e leu super bem, não ficou nervoso nem nada. As vovós marcaram presença, tiraram fotos bem inchadas de orgulho, e até os dindos vieram, com a Sarinha - pena que não pegaram a sessão de fotos!


Enzo e Mariana: melhores amigos!
(Mas ela não quis tirar com foto com ele dando beijiinho na bochecha...)
Ver os nossos "bebês" mega comportados com suas becas e canudos #sqn, super ensaiados e afinados, hiper felizes com seus amigos apesar de cansados (sim, nem tudo foram rosas), ultra charmosos...

Realmente, é para não esquecermos por uma vida.





terça-feira, 8 de outubro de 2013

Happy Birds

Sim, eu sei que os pássaros não estão felizes, eles estão bravos com os porquinho que insistem em roubar-lhes os ovos... Mas nós estamos! :-D

Eu confesso que fiz uma 'pressão' para rolar mais um aniversário de carros, até porque "Carros 2", da Pixar, já havia saído há um tempo, e... Whatever, não teve jeito: o Enzo estava apaixonado pelos 'Angry Birds' - ou melhor, pelo joguinho que ele aprendeu a amar nos tablets da família, e depois no celular do papai!




quarta-feira, 27 de março de 2013

No lugar dos outros

Todo mundo que me conheceu de pequena sabe que eu sempre fui um tantinho... General. Minha irmã diz que eu já nasci velha. Algumas mães de amigas, na adolescência, só as deixavam sair à noite se eu estivesse junto (este ponto era um equívoco, porque eu nunca gostei de interferir na liberdade de ninguém, mas achava melhor não esclarecê-las). Enfim, you got the point.

E com o meu chuchuzinho não foi diferente: sou brava, exigente, não aceito mimimi, "mando" ele falar direito quando tem voz de choro, odeio birra - chorou, perdeu a razão... A mesma eu de sempre. Mas eu fui criada em uma família que acreditava no castigo físico, e por algum tempo eu mesma compartilhei nas redes sociais aquelas ilustrações tipo "Sim, eu bato no meu filho se for preciso" ou "melhor que ele apanhe de você que ele apanhe da sociedade", principalmente quando da discussão da Lei da Palmada. Eu me lembro de um primo do interior (ah, os estereótipos!) que, alguns anos trás, apanhou da mãe por algo que fizera e ligou para a polícia, que imediatamente foi lá para averiguar... Mas o caso não era como o menino tinha pintado, e a nossa cultura admitia mais essa forma de educação, e a tal tia pôde ficar sendo mal falada na família tranquila. E, devido ao tempo em que ensinei em cursos livres, realmente cansei de ver crianças dando na cara dos pais - e não estou falando de bebês sem coordenação - ou pré e adolescentes que não receberam limites em casa. A palavra deveria ser, então, bom-senso, e mesmo que nós pais, como seres humanos, sejamos falíveis, estressáveis e perdedores de cabeça às vezes, para as pessoas que não abusam da violência as coisas deveriam ser fáceis.

Mas não funciona bem assim, porque a violência não é só agressão física (embora esta seja o principal foco da Lei): é você não respeitar a criança quando está brincando, é dar um "chacoalhão" que não machuca porque ela está enrolando, um tapa na bunda que não dói porque ela fez birra, falar uma frase humilhante porque assim ela vai perceber que não é mais um bebê e não pode se comportar daquele jeito. E na maioria das vezes não percebemos que isso é também violência, geralmente até que aconteça conosco. E não adianta você, adulto, dizer que não faz birra ou já é grandinho o suficiente para decidir sobre seus horários e saber suas obrigações - para a criança, também não está fazendo algo errado.

A autora  sueca de livros infantis Astrid Lindgren foi uma das personalidades que integrou o grupo dos defensores da lei “antipalmada” na Suécia.  Em 1978, ela fez este discurso "Violência Jamais", que emocionou pais e mães.

  


Sabem o que é pior? Admitir tudo isso e saber que meu discurso ainda não condiz com o que, aos poucos, assumo como convicções: eu falo, sem sequer pensar, para ele parar com algo senão vai levar um tapa. Mas o Enzo é bonzinho demais, dentro da escala infantil de pestinhas ;-) e faz o que se espera, me livrando da ameaça vazia, ou pelo menos parte disso, me dando espaço para negociar nossos combinados. Mas tenho ainda muito por amadurecer, e poucas coisas tão efetivas como me colocar no lugar dos outros.